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A ciência não duvida da existência do
ciúme. Ele vem sempre acompanhado de baixa auto-estima, insegurança
e medo de ser excluído de uma relação. É um sentimento que machuca,
que afeta o equilíbrio emocional do indivíduo. Ele é decorrente do
desejo de posse da pessoa amada, ou da suspeita ou mesmo certeza de
sua infidelidade. Surge como desconfiança, medo de perder a pessoa
amada. O ciúme é tão cego quanto a paixão. Não é uma doença, mas
pode se tornar.
Quando a pessoa diz não ter ciúme, está tentando enganar a si
mesma e aos outros. Este sentimento não existe somente entre homem e
mulher. Pode se fazer presente no relacionamento entre irmãos,
amigos, pais, filhos, colegas de trabalho. Quando não ultrapassa os
limites, pode até fazer bem à relação.
O medo de perder é que gera o ciúme. O ciumento pode se tornar
violento, destrutivo ou mesmo obsessivo. Cada pessoa reage de uma
forma diferente às emoções provocadas por este sentimento.
Em Otelo, de Shakespeare, temos uma história conhecida
mundialmente em que o ciúme supera a razão. Um amigo convence Otelo
de que Desdêmona estaria traindo-o. Ele, cego de ciúme, não procura
provas sobre a suspeita. E sem pensar, acaba com a vida dela. Assim
que descobre o erro, decide se matar.
Ciúme normal tem limite, é transitório. É uma ferramenta que
serve como um sensor de perigo e sua função é preservar o
relacionamento. A pessoa pode ficar enciumada em determinadas
situações reais e sentir o ciúme como uma dor. No entanto,
compreende que não tem a posse do outro.
Portanto, dentro de certo limite, sentir ciúmes é normal. Mas
quando o ciúme se apossa do indivíduo sem nenhum limite, torna-se
patológico. Talvez seja o momento de buscar ajuda junto a
especialista da área, pois não é muito fácil identificar quando o
ciúme passa do limite.
Lidar com o ciúme é algo muito individual. Sabe-se que este
sentimento pode ajudar a movimentar a relação a dois, mas é preciso
ter cuidados para que não destrua o relacionamento.
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