Sedentarismo...Um Vilão da Grécia Antiga

Por Nilton R. Ribeiro
23.06.2008

Há um ditado popular que diz que algumas pessoas gostariam que o mundo terminasse em barranco, só pra morrerem encostadas. Pode parecer engraçada e exagerada, mas é real esta idéia de sedentarismo, de pouco movimento. A evolução da espécie humana trouxe consigo, muitas coisas boas, tais como a industrialização e a tecnologia. Porém a preguiça foi favorecida com essas modernidades. Hoje em dia o sedentarismo, a falta de atividade física regular, mata mais do que muitas outras adversidades. Tanto que a OMS (Organização Mundial de Saúde) elegeu no ano de 2007 o sedentarismo como sendo o fator de risco com maior prevalência na população brasileira. E, no entanto as pessoas continuam preferindo ficar sentadas a frente de uma televisão, utilizar de um elevador, usar o controle remoto, jogar vídeo games, computadores, etc. do que cultivar movimentos básicos tais como uma caminhar, correr ou saltar.

A diminuição progressiva da quantidade de movimentação do ser humano incentivada pela utilização das máquinas tem trazido muitas preocupações desde a antiguidade. Essa constatação se dá nas citações de diversos pensadores da Grécia Antiga, que já observavam e registravam os efeitos benéficos e maléficos da atividade física para o corpo.

Hipócrates (460 a.C. – 377 a.C.) disse: “Falando genericamente, todas as partes do corpo que têm uma função, se usadas com moderação e exercitadas no labor ao qual estão acostumadas, tornam-se, em conseqüência, saudáveis, bem desenvolvidas, e envelhecem devagar: mas, se deixadas sem o uso e ociosas, elas tornam-se expostas a doenças no crescimento, e envelhecem rapidamente”.

Na mesma linha Platão (428 a.C. – 348 a.C.) dizia: “A falta de atividade física destrói a boa condição de qualquer ser humano, enquanto o movimento e o exercício físico metódico o salva e o preserva”.

Estas citações são apenas pequenas amostras dentre as vastas referencias à atividade física que podem ser encontradas nas obras clássicas. O interesse do homem por seu corpo sempre existiu, e hoje, portanto devemos aproveitar os avanços tecnológicos, não para nos acomodarmos. Mas sim, para conhecer um pouco mais daquilo que somos e daquilo que podemos. Pois fazer corpo mole, pode fazer mal em todos os sentidos.