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Quem diria que um dia veríamos os
jovens das grandes cidades brasileiras, acostumados a idolatrar
artistas estrangeiros, enlouquecidos por causa de um ritmo que até
pouco tempo atrás sofria grande preconceito... Pois é isso o que
está acontecendo com o forró, essa mistura “altamente inflamável” de
ritmos africanos e europeus que aportaram no Brasil no início do
século. Mas foi Luiz Gonzaga, quem tirou o forró dos guetos
nordestinos e apresentou-o para o público das outras regiões do
país, Se não fosse ele o forró não teria caído no gosto popular e
não seria o sucesso que é hoje.
Não se sabe ao certo a origem da
palavra Forró. Segundo alguns historiadores o nome Forró era usado
só para designar o local onde aconteciam os bailes e só mais tarde
foi caracterizado como estilo musical, derivado do Baião. Forró
também é redução de 'forrobodó, que por sua vez quer dizer:
arrasta-pé, farra, troça, confusão, desordem, rolo.
Seja qual for a versão correta, o
forró passou a ser o gênero musical popular dos Festejos Juninos.
Uma típica banda de forró tem que ter: sanfoneiro, pandeirista,
zabumba e triângulo. E com o ritmo desses instrumentos veio a dança
dos casais. O mais importante divulgador do forró foi o músico Luiz
Gonzaga, pernambucano de Exu, sertão nordestino. Luiz Gonzaga morreu
em 1989, mas deixou imortalizado o forró, assim como o Baião.
Hoje em dia o forró Xote
herança de Luiz Gonzaga é mais utilizado nos bailes de forró, pois é
suave, é dançado devagar, é encostar a cabeça no ombro do parceiro,
fechar os olhos e dois pra lá e dois pra cá, é uma dança “pé no
chão”. As dançarinas usam como roupa vestidos até o joelho ou
tornozelo, bem rodados, fitas e outros enfeites no cabelo; já os
dançarinos usam calças e camisas estampada. O ritmo inspira muita
sensualidade, ótima oportunidade para quem gosta de um xaveco.
fonte: www.pedescalço.com.br
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