Forró: Cultura e Lazer

Por Danilo Rocha
27.04.2008

 

       
        Quem diria que um dia veríamos os jovens das grandes cidades brasileiras, acostumados a idolatrar artistas estrangeiros, enlouquecidos por causa de um ritmo que até pouco tempo atrás sofria grande preconceito... Pois é isso o que está acontecendo com o forró, essa mistura “altamente inflamável” de ritmos africanos e europeus que aportaram no Brasil no início do século. Mas foi Luiz Gonzaga, quem tirou o forró dos guetos nordestinos e apresentou-o para o público das outras regiões do país, Se não fosse ele o forró não teria caído no gosto popular e não seria o sucesso que é hoje.

        Não se sabe ao certo a origem da palavra Forró. Segundo alguns historiadores o nome Forró era usado só para designar o local onde aconteciam os bailes e só mais tarde foi caracterizado como estilo musical, derivado do Baião. Forró também é redução de 'forrobodó, que por sua vez quer dizer: arrasta-pé, farra, troça, confusão, desordem, rolo.

        Seja qual for a versão correta, o forró passou a ser o gênero musical popular dos Festejos Juninos. Uma típica banda de forró tem que ter: sanfoneiro, pandeirista, zabumba e triângulo. E com o ritmo desses instrumentos veio a dança dos casais. O mais importante divulgador do forró foi o músico Luiz Gonzaga, pernambucano de Exu, sertão nordestino. Luiz Gonzaga morreu em 1989, mas deixou imortalizado o forró, assim como o Baião.

        Hoje em dia o forró Xote herança de Luiz Gonzaga é mais utilizado nos bailes de forró, pois é suave, é dançado devagar, é encostar a cabeça no ombro do parceiro, fechar os olhos e dois pra lá e dois pra cá, é uma dança “pé no chão”. As dançarinas usam como roupa vestidos até o joelho ou tornozelo, bem rodados, fitas e outros enfeites no cabelo; já os dançarinos usam calças e camisas estampada. O ritmo inspira muita sensualidade, ótima oportunidade para quem gosta de um xaveco.

 

fonte: www.pedescalço.com.br