Com a rápida proliferação dos vendedores ambulantes, o
governo não está preparado para fiscalizá-los adequadamente e
garantir a segurança do consumidor.
O 25º Festival de Música de Alegre aproxima e
a cidade se movimenta em torno desse grande evento
artístico/cultural. Nesse período, a população de Alegre aumenta
consideravelmente e a oferta de alimentos também.

Restaurantes, padarias, lanchonetes e os ambulantes,
procuram oferecer o melhor para os consumidores que por sua vez,
precisam estar atentos a alguns comportamentos básicos desses
empreendedores. A necessidade dessa atenção se justifica, pelo fato
de que as intoxicações e infecções alimentares podem comprometer não
só a curtição do Festival, mas principalmente a saúde dos
desatentos.
Pipoca, pastel, pamonha, churrasquinho,
cachorro-quente, salgadinho, doces e tantas outras delícias serão
oferecidos por ambulantes nas ruas e quando a fome apertar ou o
dinheiro estiver curto, ficará difícil resistir.
É sabido que os ambulantes têm uma grande parcela de
responsabilidade no desenvolvimento econômico do país. Comparando
com os restaurantes e outros serviços de alimentação, eles levam
vantagens por se encontrarem sempre em locais de fácil acesso e com
onde há grande circulação de pessoas. São práticos, rápidos e
baratos, fazendo com que muitos consumidores os escolham.
Entretanto os alimentos vendidos nem sempre são
seguros, podendo apresentar riscos para a saúde de quem os consome.
Além disso, há o agravante de que os vendedores estão em contato
direto com a poluição urbana, longe da proteção de um
estabelecimento coberto e os alimentos ficam mais expostos à
contaminação por microorganismos, roedores e insetos, atraídos pelos
resíduos dos alimentos jogados nas ruas pelos próprios consumidores.
Porém, algumas práticas de higiene, quando adotadas
pelo vendedor, contribuem para reduzir o risco de contaminação.
Assim, é importante saber que:
1- O ambulante deve higienizar as mãos e usar luvas descartáveis,
trocando-as constantemente, evitando o contato direto da mão com o
alimento.
2- O vendedor deve higienizar as mãos após receber o dinheiro, pois
este contém inúmeros microorganismos que podem provocar doenças
alimentares. Em estabelecimentos que comercializam alimentos a mesma
pessoa jamais deverá ser responsável pela manipulação das
preparações e do dinheiro.
3- O local de instalação da barraca deve ser longe de bueiros e
esgotos, para que os alimentos não fiquem expostos a roedores,
insetos, moscas e baratas, que também são vetores de muitos
microorganismos que podem contaminar os alimentos.
4- É interessante preferir consumir alimentos comercializados,
embalados na fábrica, ou seja: evitar alimento servido a granel,
pois isto garante pouca manipulação e uma menor exposição do
alimento.
5- Quando optar por consumir alimentos recém-preparados, como
salgados assados ou fritos, sanduíches, etc, preferir aqueles muito
quentes ou refrigerados e/ou aqueles com o recheio seco, ao invés de
queijos e cremes.
6-Higiene é fundamental para garantir a integridade do alimento e
que algumas atitudes devem partir do próprio consumidor, como por
exemplo, lavar as mãos antes de comer ou lavar as latas e garrafas
antes de levá-las à boca.
A higiene dos estabelecimentos, utensílios, equipamentos e
manipuladores é imprescindível para a produção de alimentos seguros.
Cabe ao consumidor estar atento.
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