ESTADO DE SÍTIO

         

O ponto de partida é o ano de 2001 na cidade de Alegre, região sul do estado do Espírito Santo, quando os alunos da Faculdade de Direito Danyel Sueth e Felipe Mantovaneli se conhecem e resolvem formar uma banda por suas afinidades musicais.

            Com um guitarrista e um baterista a postos, ainda faltava uma pessoa para formar um power trio, então, juntam-se a eles o baixista Aluízio Junior, irmão de Danyel, e está formada a banda Estado de Sítio, nome tirado de uma das aulas de Ciências Políticas na faculdade.

            Com o tempo vêm as primeiras composições e o trio resolve gravar sua primeira Demo em Vitória, na capital do estado. O trabalho foi intitulado de “Reflexão, Rebeldia e Rock’n’ Roll” contendo quatro composições próprias.

            A demo foi bem aceita pelo público se esgotando rapidamente, o que fez a banda escalar mais um guitarrista para complementar o seu som, e assim Ricardo Muniz assume essa função, e está fechada a formação do Estado de Sítio: Danyel Sueth / guitarra e vocal; Felipe Mantovaneli / bateria; Aluízio Junior / baixo; e Ricardo Muniz / Guitarra .

            Muitos shows se seguem, com destaque nas apresentações do Palco Livre do FAMA (Festival de Música e Arte de Alegre), um dos maiores do Brasil, Festival de Inverno de Ouro Preto-MG, shows no Entre Amigos em Vila Velha (o templo do rock no estado), entre outros.

            Então a banda resolve voltar ao estúdio em meados de 2004 para gravar seu primeiro álbum, e o escolhido foi o HF Studios (antigo Dourados) onde bandas como Dead Fish, Noção de Nada, Mukeka di Rato, Nave, entre outras gravaram discos consagrados no meio underground. E a produção fica por conta de Marcello Índio, um dos maiores produtores do Espírito Santo, e responsável pela realização destes trabalhos.

            Após um longo processo de gravação por falta de investimentos, a banda consegue finalizar o disco em janeiro de 2006, álbum intitulado de “Aparências”, que possui 13 músicas autorais que se misturam entre um som agressivo e melódico, com grande destaque para música “A Prece” que rapidamente ultrapassa os 11.000 downloads no site do Trama Virtual.

            Depois de muitas negociações, o Estado de Sítio finalmente consegue lançar seu disco em dezembro de 2006 pelo selo Lona Records, grande ícone no estado, com distribuição pela Tratore.

            O disco é muito bem aceito pela crítica, ganhando destaque nos grandes jornais do Espírito Santo. E para divulgar o disco a banda resolve excursionar pelo estado, e se junta a outras bandas parceiras para realizarem a Turnê Bandeirantes, que passa por várias cidades capixabas e chega também ao estado do Rio de Janeiro prestigiada pelo público.

            Ainda colhendo frutos do lançamento do “Aparências”, em julho de 2007 o Estado de Sítio é escalado como uma das atrações do 24° Festival de Alegre ao lado de bandas como Skank, o Rappa, Marcelo D2, Capital Inicial, Lauren Hill, entre vários outros. A banda abriu a primeira noite do Festival e a crítica especializada que fazia a cobertura do evento classificou o show do Estado de Sítio como a melhor atração regional de todo o Festival de Alegre.

            Depois destas conquistas, por motivos pessoais o baterista Felipe Mantovaneli resolve deixar a banda, o que faz o Estado de Sítio começar uma nova fase escalando Michael Rodrigues Pinto para assumir as baquetas.

            O quarteto começa a preparar um novo material para voltar ao estúdio, colocar o pé na estrada e mostrar a força de sua nova formação. Agora é aguardar pra ver essa nova fase que vem por aí...