O Maruim, mosquito minúsculo e com picadas ardidas, tem se alastrados nos últimos dias. O inseto teve um aumento da incidência nos últimos cinco anos. Estudos têm sido realizados no intuito de conhecer o mosquito para controlar a reprodução.
Nesse sentido, a população Alegrense também tem sofrido com aumento da incidência do mesmo. Sendo assim, a Vigilância Ambiental Municipal informa a comunidade que tem conhecimento sobre a infestação deste referido inseto e em parceria com o IDAF já foram mapeados com GPS uma área, coletados os insetos e encaminhados exemplares para especialistas para eventual identificação da espécie e no momento a Coordenadoria está aguardando a resposta.
Segundo a Vigilância Ambiental, também está sendo feito a revisão bibliográfica dos trabalhos já realizados e, pesquisas têm mostrado que os locais de preferência para oviposição, são locais com grande quantidade de matéria orgânica, com alta umidade e temperatura, como também, cepo de bananeira.
O Instituto Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro, juntamente com a entidade de pesquisa estão ainda estudando sobre a ecologia e formas de controle.
Com base no que foi exposto, a Vigilância ainda não recebeu nenhuma recomendação da Secretaria Estadual sobre as medidas que devem ser tomadas para conter a proliferação deste inseto, visto que este problema está ocorrendo em todo o estado. 'Acreditamos que quando o carro UBV pesado (fumacê) começar a passar para controle do Aedes Aegypti, a infestação com o 'maruim' diminuirá', destaca a Coordenadora da Vigilância Ambiental, Flávia Viana.
A Vigilância alerta a população para que elimine na medida do possível os locais de possíveis proliferação.
Mosquito Maruim:
Características- também conhecidos como borrachudos, são mosquitos pequenos, entre 1 e 2 mm de comprimento, com coloração escura, com peças bucais picadoras curtas, antenas longas e pilosas nas fêmeas e plumosas nos machos. As asas têm venação característica, poucas nervuras, muitos pêlos e sem escamas, com ápice arredondado.
Habitat- muito comuns próximos a cursos de água, principalmente em áreas de maré, ricas em matéria orgânica em decomposição, onde suas larvas se desenvolvem. Encontrado no interior, em matas úmidas e brejos. É vetor da filária (Manzonella ozzardi) na América Central, do Sul e Haiti, encontrando-se alta prevalência de indivíduos parasitados em zonas endêmicas. Sabe-se que podem transportar diversos vírus e patógenos para mamíferos e aves silvestres.
Ocorrência- em todo o Brasil.
Hábitos- as fêmeas têm hábitos crepusculares de hematofagia e podem picar com voracidade. Adultos voam pouco, não indo muito além dos criadouros para realizar a picada.
Alimentação- fêmeas hematófagas causando um ardor no local da picada, o que justifica alguns de seus nomes: mosquito-pólvora ou simplesmente pólvora.
Reprodução- suas larvas vivem na água doce ou salgada, conforme a espécie
Predadores naturais- pássaros, aves, répteis, anfíbios.
Por Juliana sanches
Fonte: www.vivaterra.org.br / www.alegre.es.gov.br